Estratégias do Evangelismo de Colheita

By admin

ESTRATÉGIAS DO EVANGELISMO DE COLHEITA

“UM NOVO TEMPO COM JESUS”

Originalmente escrevi este material como um seminário e não um artigo. Devido aos muitos compromissos não transformei esta matéria em artigo, mas no desejo de compartilhar com outros disponibilizo aqui os passos que segui ao executar as campanhas de colheita enquanto evangelista na Associação Norte Paranaense e como professor de evangelismo do SALT-IAENE.

Definição:

  1. O Evangelismo de Colheita é uma etapa de um processo maior de discipulado.
  2. São séries evangelísticas curtas, que podem ir de três dias a duas semanas, ao final de uma grande arrancada evangelística de semeadura.
  3. É a maravilhosa obra de levarmos pessoas sinceras aos pés de Cristo, através do santo batismo.

Por quê Evangelismo de Colheita?

  1. Porque é bíblico.
  • O que os seguintes textos (S. João 4:35-38; I Coríntios 3:6-9) revelam sobre o semear e colher? A Bíblia afirma que por diversas vezes um é o que semeia e outro o que colhe.
  • Jesus usou esta estratégia? Jesus enviou “semeadores” com antecedência aos locais onde iria passar. (Lucas 10:1)
  • Qual era a missão de João Batista? De acordo com S. Mateus 3:3 era preparar o caminho para Jesus e, além disso, sua mensagem preparou a muitos para serem “colhidos” pelos apóstolos. (Atos 19:1-7)
  1. Porque é orientado pelo espírito de profecia.
  • “A obra deve começar discretamente, sem ruído ou toque de trombeta. Deve começar com estudos bíblicos, educando assim o povo. Este plano é incomparavelmente mais eficaz do que começar com sermões”. Evangelismo, 445.
  • “Onde quer que vos depare uma oportunidade…, sentai-vos com alguma família, e deixai que vos façam perguntas. Respondei-lhes então pacientemente, humildemente. Continuai esta obra juntamente com vossos esforços em público. Pregai menos, e educai mais, mediante estudos bíblicos, e orações feitas nas famílias e pequenos grupos”. Obreiros Evangélicos, 193.
  • “Ao trabalhar em lugares onde já se encontram alguns na fé, o ministro deve não buscar tanto, a princípio, converter os incrédulos, como exercitar os membros da igreja a prestarem cooperação proveitosa… Quando estiverem preparados para apoiar o ministro mediante orações e serviços, maior êxito há de acompanhar os esforços”. Obreiros Evangélicos, 196.
  • “Todo o homem que possa trabalhar, trabalhe. O melhor dirigente não é aquele que faz sozinho a maior parte do trabalho, mas o que obtém dos outros a maior produção”. Evangelismo 96, 97.
  • “Não é o propósito de Deus que os ministros devam fazer a maior parte do trabalho de semear as sementes da verdade”. Testemunhos para a Igreja, vol. 7, 21.
  1. Porque está em harmonia com atuais ensinamentos do crescimento de igreja.
  • De acordo com o Grupo de Pesquisa Barna a abordagem que mais atrai os interessados “consiste em os membros da igreja criarem relacionamentos honestos e atenciosos com os não freqüentadores e algumas vezes convidá-los a assistir aos cultos”. (George Barna, Evangelização Eficaz, pp., 90 e 91).
  • O Evangelismo de Colheita usa várias estratégias para alcançar as pessoas e nenhuma “estratégia evangelística isolada é capaz de alcançar cada não-cristão dentro da comunidade”. (Idem, 150)
  • Reforça as oito características de crescimento do desenvolvimento natural da igreja – Liderança Capacitadora, Espiritualidade Contagiante, Culto Inspirador, Ministérios Orientados pelos Dons, Pequenos Grupos Holísticos, Estruturas Funcionais, Evangelismo Orientado para as Necessidades e Relacionamentos Marcados pelo Amor. (Christian A. Schwarz, O desenvolvimento natural da Igreja, 22-39).

Motivos para se realizar o Evangelismo de Colheita:

  1. Traz renovação espiritual para as Igrejas.
  • “A igreja deve ser ativa, se quiser ser uma igreja viva. Não se deve contentar meramente em manter seu próprio terreno contra as forças adversárias do pecado e do erro, nem se contentar com avançar a passos lentos, mas conservar-se passo a passo com o guia, fazendo novos recrutas pelo caminho”. Serviço Cristão, 84.
  • “Não há senão um remédio verdadeiro para a indolência espiritual, e esse é trabalhar – trabalhar pelas almas que necessitam de vosso auxílio”. Serviço Cristão, 107.
  1. Auxilia no discipulado.
  • “A vida da igreja depende da sua fidelidade no cumprimento da comissão do Senhor”. Desejado de Todas as Nações, 825.
  • “Em sua associação com o Senhor, os discípulos obtiveram um preparo prático para a obra missionária”. Evangelismo, 109.
  • Está em harmonia com o modelo transformacional de discipulado.

“CORPO”                                                                                                                                                                                 “COMUNIDADE”

  1. Auxilia na assimilação de novos membros.
  • “Pregar é uma pequena parte da obra a ser feita pela salvação de almas. O Espírito de Deus convence os pecadores da verdade, e depõe-nos nos braços da igreja. Os ministros podem fazer sua parte, mas nunca poderão efetuar a obra que deve ser feita pela igreja. Deus requer que a igreja cuide dos que são jovens na fé e na experiência…”. T.S., v. 1, 454.
  • “… Quão cuidadosamente devem os membros da família do Senhor guardar seus irmãos e irmãs! Tornai-vos amigos seus”. Ev., 353.
  1. Está em harmonia com o sacerdócio de todos os crentes. Mobilização dos membros. (Êxodo 35:4-29; Josué 1:10-15; Efésios 4:11-16; I Pedro 2:5, 9; Apocalipse 1:6; 5:9 e 10; Romanos 10:13-15; Lucas 8:39).
  2. Pode levar a igreja ao crescimento 1- interno (E-0 / Reavivamento), 2- de expansão (E-1 / Quantidade) e 3- extensão (E-1 / Estabelecimento de Nova Congregação). Exceto de ponte (E-2 E-3 / Outra cultura e Outro continente).
  3. Trabalha as quatro dimensões do crescimento – Numérico, Conceptual (Maturidade – conhecimento das Escrituras e consciência de seu papel), Orgânico (Compromisso com Cristo e uns com os outros qualidade de culto, oração, ordenanças, etc.) e Incarnacional (Serviço e Testemunho na igreja local).
  4. Envolve todos os dons do corpo. (I Coríntios 12; Efésios 4:11-16). Reconhece que alguns são cultivadores, outros semeadores e outros hábeis na colheita.
  5. Segue o processo: Presença + Proclamação + Persuasão. “Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava, então: ‘Segue-Me’”. A Ciência do Bom Viver, p. 143

Estratégias para o Cultivo e Semeadura

Antes de se iniciar o cultivo e semeadura, para que de fato cumpramos um processo completo de discipulado e envolvamos toda a igreja, se faz necessário reavivar, capacitar e mobilizar a igreja, assim sendo siga os seguintes passos:

  1. Reavivar – Seminários sobre a Missão da Igreja, Retiros Espirituais, Seminários sobre os Dons, Sermões de Reavivamento, Seminários sobre o Espírito Santo, Cursos de Motivação, Vigílias, Oração Intercessória, Estudo da Bíblia e Espírito de Profecia, Jejum, etc. (Espiritualidade Contagiante, Relacionamentos Marcados pelo Amor, Estruturas Funcionais).
  2. Capacitar – Como fazer amigos para Deus, Trabalhando em harmonia com os Dons, Como Dar Estudos Bíblicos, Como Realizar um Evangelismo Público (70 de Hoje), Classes Bíblicas, Duplas, Pequenos Grupos, Recepção, Momentos de Louvor, Como Alcançar a Mente Secular, Como Enfrentar Objeções, etc. (Liderança Capacitadora, Culto Inspirador, Pequenos Grupos Holísticos).
  3. Envolver – Serviços Sociais, ADRA, Família, Desbravadores, Ministérios – Mutirões de natal, agasalho; Projeto Mais Vida, Expo-Saúde, Projeto CEASA, Sopões, Escola de Pais, Encontro de Casais, Encontro de Adolescentes, Encontros Sociais e Esportivos, Terceira Idade, Chá de Mulheres, Apoio aos enlutados, etc. (Ministérios Orientados pelos Dons, Evangelismo Orientado para as Necessidades).
  4. Identificar (Círculo de Influência).
  5. Orar – Pelas pessoas identificadas, para que abram seus corações a Cristo, pela missão constante da igreja, pelo cultivo, semeadura e colheita. (Exemplos: 40 dias de oração e jejum; uma família jejuando e orando por sábado, intercessão especial nos cultos e pequenos grupos, etc.).
  6. Estabelecer Pontes – Estabeleça relacionamentos intencionais com as pessoas que você identificou e selecionou em seu círculo de influência. (Hobbies, esporte, família, estudos, jardinagem, almoço juntos, passeio, excursão, etc.).
  7. Demonstrar Compaixão – Apoio nos momentos difíceis (morte de querido, dificuldade financeira, divórcio, educação dos filhos, etc.).
  8. Testemunhar – Pequenos Grupos, Duplas, Classes Bíblicas, Evangelismo Público, Rádio (Interativo), etc.

Defina a data em que ocorrerá cada evento do ciclo de discipulado. Os pontos 1 e 2 (Reavivar e Capacitar) estão relacionados com a fase em que os membros são equipados e treinados; as fases 3 a 5 (Envolver, Identificar e Orar) referem-se à mobilização para o serviço; já as fases 5 a 7 (Orar, Estabelecer Pontes e Demonstrar Compaixão) envolvem o cultivo da amizade, ou seja, os membros desenvolvem amizades com as pessoas de seu círculo de influência; a próxima fase, 8 (Testemunhar) está ligado ao processo de semeadura, onde se inicia o ensino, os estudos bíblicos; a fase 9 (Colher) é o momento em que o interessado assume o seu compromisso com Cristo e Sua Igreja através do santo batismo, aqui ocorre o evangelismo de colheita. Para o processo ser completo deve ocorrer à fase 10 (Mentorear) aonde vem o acompanhamento ou o estabelecimento do novo membro na adoração e comunhão e, então, se reinicia o processo, ou seja, o ciclo continua.

O processo cíclico de discipulado deve ser desenvolvido por completo a cada seis meses, existindo assim duas fases fortes de colheita no ano.

Estratégias para a Colheita

  1. Local das Reuniões – Defina o local em que ocorrerão as reuniões e verifique, providencie tudo o que lhe será necessário: Igreja, Salão, ornamentação, Som, Mesas, etc.
  2. O Evento – Toda a Igreja e ou Distrito devem estar sabendo; divulgação nota 10, tem que ser O EVENTO, não deve haver programações paralelas, esta é a fase da colheita e todos devem estar mobilizados e envolvidos com a mesma, portanto nada de saída de coral, excursões, etc.
  3. Semanas que antecedem – Realizar o Curso como Deixar de Fumar e Beber, e noites evangelísticas, formaturas na noite de abertura do Evangelismo de Colheita. Serenata na véspera aos interessados e convite de reforço, etc.
  4. Membros da Igreja – Todos devem estar envolvidos, trazendo seus interessados (Operação André), visitando os mesmos nos dias anteriores, participando das equipes de atuação, etc.
  5. Transporte – Providencie transporte para os interessados poderem vir com mais facilidade às reuniões e obreiros bíblicos no processo de visitação.
  6. A Reunião – Monte tudo com antecedência, tenha momentos de louvor, músicas especiais, uma recepção nota 10, alguns brindes, uma equipe de oração intercessória, momentos especiais de oração, etc.
  7. Equipes – Monte e treine cada equipe: Recepção, Momentos de Louvor, Sorteio, Som, Apoio (Canetas, Cartões de Apelo), Batismo, etc.
  8. Relação de Interessados – O segredo está aqui, não deixe nenhum para trás e cadastre todos. Use formulários com o dos guerreiros da oração, cartões de oração intercessória, ou providencie um próprio que se adeqüe à sua realidade.
  9. Obreiros – Defina se terá obreiros remunerados atuando, caso estes estejam presente, acerte tudo com a igreja e providencie os recursos para o pagamento do(s) mesmo(s). Defina a data da chegada deste(s), como se processará a atuação dos mesmos, estes não devem exercer o trabalho que pertence a igreja, mas somar ao mesmo.

10.  Sermões – Prepare com antecedência e lembre-se de que estes devem falar ao intelecto e emoção.

11.  Batismos – Acerte os dias em que ocorrerão os batismos, providencie todos os detalhes, roupões, aquecimento da água, diáconos e diaconisas para auxiliarem os candidatos, etc.

12.  Apelo – Varie seu apelo, use cartões, peça para levantar as mãos, mas tenha alguém para ir anotando os nomes de quem o fez, ira à frente, junto do altar, etc. Se o processo de semeadura foi bem executado, o que deve ter ocorrido, então, seu auditório é composto por pessoas que foram devidamente instruídas e só lhes falta tomar a decisão por Cristo, portanto apele para o batismo.

13.  Seqüência Litúrgica / Horário. – Monte toda a seqüência. Como sugestão deixo-lhes a seguinte ordem que você pode alterar e adaptar.

19:30 – Recepção, Entrega de números para sorteios, canetas, etc.

19:45 – Boas Vindas / Momentos de Louvor

20:00 – Sorteio

20:05 – Momento de Louvor ou Mensagem Musical

20:10 – Oração Inicial

20:15 – Mensagem Bíblica

20:45 – Batismo

Previsão de Término até às 21:15

Continue o processo mentoreando os recém batizados e estabelecendo-os na adoração e comunhão da igreja.

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Filed in: Artigos • sábado, maio 21st, 2011

Comentários

By Claudnei Ferreira on maio 25th, 2011 at 10:59

De fato lembro-me bem deste trabalho! as semanas de colheita são uma benção, pois não servem somente para colher,mas também envolvem a igreja e seus membros nesta obra maravilhosa de ganhar almas para Cristo. Deus seja louvado!

Amigão, lembra da nossa mega colheita em Umuarama? Penso que foi uma das primeiras da ANP. Lembra? Quase 70 batismos em uma semana! Uma pena que esse projeto morreu por aqui…

By Denilson Franco on junho 18th, 2011 at 13:21

Muito bom artigo, nao ficou só na teoria mais sim algo pratico e que realmente funciona. Parabéns e que Deus te abençõe.

Grande Nei, como esquecer os bons tempos?!
Abraços,
Aguinaldo.

Grande Pr. Tomaz, não dá para esquecer. Aquela semana foi muito especial. Encontrando os irmãos de Umuarama estenda meu abraço aos mesmos. Precisamos realizar uma em Cascavel.
Abraços companheiro,
Aguinaldo.

Obrigado Denilson e que Deus o abençoe grandemente também.
Abraços,
Aguinaldo.

 

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